Lançamento do 5º volume da publicação: TIC, Governança da Internet, Gênero, Raça e Diversidade
29 de Abril de 2026
A população trans e não binária enfrenta marginalização global, com o Brasil liderando os índices de violência contra essa comunidade. Além da exclusão social e política, avanços tecnológicos como o reconhecimento facial e automático de gênero ampliam desigualdades. Esses sistemas apresentam erros significativos na identificação desse grupo, dificultando seu acesso a serviços essenciais, espaços públicos e até processos eleitorais. Este artigo relata desafios enfrentados pela comunidade trans e não binária ao interagir com sistemas de reconhecimento facial. Para isso, realizamos entrevistas e um grupo focal, permitindo que os participantes compartilhassem suas vivências. Os resultados revelaram discriminação em processos de verificação de identidade, barreiras na mobilidade e exclusão digital em aplicativos e plataformas. Além disso, os vieses algorítmicos desses sistemas reforçam estereótipos, afetando especialmente grupos interseccionais, como pessoas negras trans e não binárias. Este estudo busca conscientizar desenvolvedores, legisladores e a sociedade sobre os impactos negativos do uso de tecnologias antiéticas, destacando a necessidade de refletir sobre diretrizes para que haja um design justo e inclusivo.